terça-feira, 12 de junho de 2012

Para a Violência o equilíbrio é o melhor Remédio


As discussões sobre como acabar ou no mínimo controlar a violência passam quase sempre por dois campos, estando de uma lado o aprimoramento das políticas sociais e do outro a intensificação do policiamento e endurecimento das penalidades aplicadas.

Bem, pensando na sociedade como se fosse uma criança em desenvolvimento e lembrando que no caso da sociedade brasileira estamos muito próximos disso, pois ainda estamos dando os primeiros passos no sentido de uma verdadeira estrutura democrática e republicana, vamos pensar metaforicamente e em paralelo analisar de forma objetiva todas as demandas necessárias para alcançarmos relativa paz.

Quem cria melhor? A mãe dura, que cobra comprometimento dos filhos e que pune severamente quando os compromissos não são adequadamente cumpridos e a regras devidamente seguidas, ou seria a mãe carinhosa, que trata docemente, oferece todos os recursos porém nunca determina nem mesmo discute limites, ignorando que dessa forma a possibilidade de estabelecer penalidades para os erros cometidos intencionalmente.

Pessoalmente, acredito que a mãe ideal seria aquela que encontra o ponto intermediário, o caminho do meio, que consegue mediar a oferta de recursos com a cobrança comedida e as punições devidamente aplicadas.

Essa metáfora ajuda-nos muito bem a compreender a maioria das discussões atualmente desenvolvidas no sentido de encontrar o melhor e mais viável caminho no sentido do combate à violência e da promoção da paz.

Se por um lado nossa sociedade geme com dores de parto em função do descaso imposto à maioria da população que clama por serviços públicos de qualidade nos campos da saúde, educação, lazer, cultura e segurança, somos profundamente tolerantes com a criminalidade, tornando-nos permissivos em todos os níveis, desde o adolescente infrator até o político corrupto.

Para controlarmos a criminalidade de forma eficiente precisamos de uma imediata intervenção no campo da Segurança Pública, aumentando o policiamento ostensivo, melhorando os salários dos policiais e oferecendo-lhes melhores condições de trabalho, como viaturas, armamentos e treinamentos mais sofisticados.

Imediatamente também precisamos melhorar e muito os serviços relacionados ao desenvolvimento social direto, ampliando e aprimorando a educação pública, com mais recursos e melhores salários, costurando de forma eficiente as relações entre educação escolar, práticas esportivas, atividades de lazer, culturais e assistência social de uma forma mais ampla.

Em um prazo mais curto, a segurança pública mais eficiente pode sem dúvida alguma inibir os atos criminosos e pensando em médio e longo prazo, o desenvolvimento social mais eficiente certamente formará pessoas com mais perspectivas e menos inclinadas aos atos criminosos.

Pensando em todas essas demandas, não podemos ignorar a necessidade de um pleno desenvolvimento econômico, eficaz e sustentável, pois dentro dos moldes sociais aos quais nos adequamos o capital torna-se indispensável para que se possa fazer os investimentos fundamentais, que ofereçam a infraestrutura para uma política de desenvolvimento realmente salutar.

Um comentário:

  1. Anderson Rodrigues22 de junho de 2012 22:25

    Verdadeiramente o Brasil está engatinhando , quando o objetivo dessa criança está , no momento ,difício de ser alcansado , ou mesmo , escondido por um pano de ignorância e aceitação .

    ResponderExcluir